REAL OU FAKE: NÃO SEJA ENGANADO, NEM TODO AZEITE É BOM
Não seja enganado pelas embalagens! Nem todo Azeite vendido como Extra Virgem é real. 🫒
Muitos produtores de conhecidas marcas de azeite afirmam que o seu produto é “Extra Virgem”, mas na realidade ele foi diluído com outros óleos vegetais e outros produtos químicos, afetando sua qualidade.
Estamos tão acostumados que muitas vezes não percebemos a diferença, mas comprando estes “azeites” você não terá todos os benefícios do verdadeiro Extra Virgem.
O QUE DEVO LEVAR EM CONSIDERAÇÃO PARA ESCOLHER UM BOM AZEITE?
Então como dizer se um Azeite é 100% autêntico? Veja estas dicas:
1 – Cheire e Experimente
O verdadeiro azeite cheira fresco, como grama e frutas. Evite os que não tenham nenhum odor, cheirem a mofo ou rançoso. Outro sinal é o sabor, um bom azeite tem sabor levemente amargo e picante (que você pode sentir no fundo da sua garganta).
2 – Data do Lote
A data do lote é diferente da data de validade. Procure no rótulo por “data do lote”, “data do envazamento” ou “data da colheita” que seja mais próxima da data atual. Azeite bom é azeite FRESCO!
3 – Preste atenção como ele foi envasado
O Azeite deve ser envasado em um local escuro e fresco pois o bom azeite é inimigo do calor e sol. Evite garrafas de plástico.
4 – Leia atentamente
Só porque o azeite diz que foi envasado em certa região, não significa que as olivas desta região. Ele pode ter sido feito em diferentes regiões e embalado no local indicado. Evite termos como: puro, light ou óleo de oliva, estes podem indicar que ele foi quimicamente refinado.
5 – Preço
Os azeite de primeira prensa são os mais ricos em polifenóis saudáveis, porém o óleo que sai das azeitonas vem em quantidade reduzida e o preço costuma ser um pouco mais alto. Evite as “pechinchas”, provavelmente você estará comprando um produto de menor qualidade.
–
Por último, sempre indicamos Azeites artesanais produzidos por produtores locais. Lembrem-se quanto mais frescos melhores os azeites.
(Faremos um texto sobre a acidez em breve, fiquem ligados)
Henrique Tanaka é queijista e sócio da A Casa do Produtor, onde desde 2021 faz a ponte entre pequenos produtores rurais e o consumidor final.
O trabalho do queijista é o equivalente, no mundo do queijo, ao do sommelier no vinho: dominar análise sensorial, entender maturação e afinagem, conhecer a geografia e o modo de fazer de cada produtor, e traduzir isso para quem vai comer. Na prática, significa visitar queijarias, provar antes de comprar e recusar o que não está no ponto.
Em julho de 2026 integrou o corpo de jurados do 9º Prêmio Queijo Brasil, em Blumenau (SC), o maior concurso de queijos e lácteos artesanais do país.
Realmente está difícil escolher bons azeites no Brasil. Temos que ficar atentos, ótimo post!